MOSQUITOS AEDES, UM VELHO INIMIGO CARREGA, MAIS UMA, NOVA DOENÇA?

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MOSQUITOS AEDES, UM VELHO INIMIGO CARREGA, MAIS UMA, NOVA DOENÇA?


Além das já conhecidas: Febre amarela, Dengue, Zika e Chikungunya. Surge uma nova doença em nosso território o Mayaro. Entenda o que os mosquitos do gênero Aedes (aegypti e albopictus) tem haver com esse novo vírus.

Febre Mayaro – A doença apesar de pouco conhecida pela população, a febre Mayaro é uma doença antiga. É caracterizada por febre branda ou moderada, de início abrupto e curta duração, acompanhada principalmente de calafrios e dores musculares, nas articulações e de cabeça. Por terem os sintomas parecidos com a febre Chikungunya, o diagnóstico só pode ser feito a partir de exame laboratorial. Essa doença já possui grande importância médica no Brasil e atinge principalmente a região Norte.

Até à data, os surtos localizada e esporádicos na Floresta Pan-Amazônica desde seu primeiro isolamento em 1954 (Trinidad e Tobago). A literatura disponível é diversa, escassa e dispersa. O vírus Mayaro é um alfavírus. Foram identificados dois genótipos de MAYV-L (restrito ao Brasil) e MAYV-D (amplamente distribuídos na Pan-Amazônia). O ciclo enzoótico é semelhante ao ciclo da selva da febre amarela, que envolve mosquitos do gênero Haemagogus tendo macacos como reservatórios.

Com relação aos vetores, existem três possibilidades. A primeira está relacionada ao próprio Haemagogus janthinomys e ao crescimento das cidades próximas a áreas silvestres no Norte e Centro-Oeste do Brasil. Como o mosquito pode circular abaixo das copas das árvores, ele seria capaz de infectar moradores de regiões próximas da mata. A segunda estaria associada à transmissão por pernilongos, insetos comuns nas grandes cidades e que concentram sua atividade durante a noite. Esta é a hipótese dos estudos que apostam na transmissão do vírus Mayaro em localidades com floresta degradada na Amazônia. 

Preocupa-se com a potencial disseminação do vírus pelo envolvimento de outros vetores secundários como Aedes aegypti, Aedes Albopictus e Aedes scapularis que foram testados experimentalmente para Transmitir o vírus. Juntamente com os elevados níveis de viremia observados nos indivíduos, portanto, existe um risco significativo para uma doença emergente em áreas urbanas.

Autor: Fabio Castelo, Professor de Biologia, PhD, Entomologista,

Especialista em Controle de Vetores e Pragas,

Malacologia e Medicina Tropical.

Com MBA em Marketing. CRBio2: 42.671-02.

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Wander Delgado
Wander Delgado
Químico, especialista em meio ambiente e gestão de resíduos, contabilidade industrial e viabilidade técnico econômica.