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Nobel de Economia vai para especialistas em clima e inovação tecnológica



William Nordhaus, à esquerda, é professor na Universidade de Yale, enquanto Paul Romer, à direita, é ligado à Universidade de Nova York
Foto: S. Thew/UPI Photo/Picture-Alliance

O prêmio Nobel de Economia de 2018 foi concedido na segunda-feira, 8 de outubro, aos economistas americanos William Nordhaus e Paul Romer por estudos que unem inovação tecnológica e mudança climática para criar crescimento econômico sustentável.

William Nordhaus foi premiado por integrar o aquecimento global em análises macroeconômicas. Segundo a Academia Sueca, o economista é "o primeiro a criar um modelo quantitativo que descreve a interação entre a economia e o clima’. Paul Romer, criador da Teoria do Crescimento Endógeno, se destaca por levar em conta inovações tecnológicas em suas análises. A Academia Sueca destaca que sua pesquisa "mostra que é o acúmulo de ideias que sustenta o crescimento econômico em longo prazo".

Romer defende que as mudanças que têm mais impacto para o progresso são as que acontecem nas cidades – e não as decorrentes das grandes decisões nacionais. Seu modelo preferido é o das vizinhas Hong Kong e Shenzhen, metrópoles chinesas onde foram aplicadas políticas que aceleraram seu desenvolvimento e acabaram por transformar o país. O economista já propôs que a nova Cuba seja construída a partir de uma Guantánamo entregue ao Canadá.

O próprio Romer tentou implementar o que chama de "cidade-manual" em Honduras, projeto abandonado após problemas com o governo local.

Relembre os vencedores do prêmio:
2017 – Richard H. Thaler (EUA), 72, por estudo do comportamento na tomada de decisões
2016 – Oliver Hart (Grã-Bretanha) e Bengt Holmström (Finlândia), 67, por estudos na área de contratos
2015 – Angus Deaton (EUA), por estudos sobre consumo, pobreza e bem-estar social
2014 – Jean Tirole (França), devido a pesquisas sobre o poder de mercado de grandes empresas
2013 – Eugene Fama, Robert Shiller e Lars Peter Hansen (todos dos EUA), por estudos de análise sobre preços de ativos
2012 – Alvin Roth e Lloyd Shapley (ambos dos EUA), por trabalhos sobre como otimizar oferta e demanda
2011 – Thomas J. Sargent e Christopher A. Sims (ambos dos EUA), por pesquisa sobre causas e efeitos na macroeconomia
2010 – Christopher Pissarides (Chipre) e Peter Diamond e Dale T. Mortensen (ambos dos EUA), por estudos sobre demandas dos mercados e a dificuldade em correspondê-las
2009 – Elinor Ostrom e Oliver Williamson (EUA), pela demonstração de como propriedades podem ser utilizadas por associações de usuários e pela teoria sobre resolução de conflitos entre corporações, respectivamente
2008 – Paul Krugman (EUA), pela análise dos padrões do comércio e da localização da atividade econômica
2007 – Leonid Hurwicz, Eric S. Maskin e Roger B. Myerson (EUA), pela aplicação das bases da teoria do desenho dos mecanismos
2006 – Edmund S. Phelps (EUA)
2005 – Robert J. Aumann (Israel e EUA) e Thomas C. Schelling (EUA), por estudos sobre conflito e cooperação em negociações por meio da análise da teoria dos jogos
2004 – Finn E. Kydland (Noruega) e Edward C. Prescott (EUA), por pesquisa sobre o desenvolvimento da teoria da macroeconomia dinâmica e seus estudos sobre os ciclos de negócios
2003 – Robert F. Engle 3º (EUA) e Clive W.J. Granger (Reino Unido)
2002 – Daniel Kahneman (EUA e Israel) e Vernon L. Smith (EUA)
2001 – George A. Akerlof, A. Michael Spence e Joseph E. Stiglitz (EUA)
2000 – James J. Heckman e Daniel L. McFadden (EUA)
1999 – Robert A. Mundell (Canadá)
1998 – Amartya Sen (Índia)
1997 – Robert C. Merton e Myron S. Scholes (EUA)
1996 – James A. Mirrlees (Reino Unido) e William Vickrey (EUA)
1995 – Robert E. Lucas Jr. (EUA)
1994 – John C. Harsanyi (EUA), John F. Nash Jr. (EUA) e Reinhard Selten (Alemanha)
1993 – Robert W. Fogel e Douglass C. North (EUA)
1992 – Gary S. Becker (EUA)
1991 – Ronald H. Coase (Reino Unido)
1990 – Harry M. Markowitz, Merton H. Miller e William F. Sharpe (EUA)
1989 – Trygve Haavelmo (Noruega)
1988 – Maurice Allais (França)
1987 – Robert M. Solow (EUA)
1986 – James M. Buchanan Jr. (EUA)
1985 – Franco Modigliani (EUA)
1984 – Richard Stone (Reino Unido)
1983 – Gerard Debreu (EUA)
1982 – George J. Stigler (EUA)
1981 – James Tobin (EUA)
1980 – Lawrence R. Klein (EUA)
1979 – Theodore W. Schultz (EUA) e Sir Arthur Lewis (Reino Unido)
1978 – Herbert A. Simon (EUA)
1977 – Bertil Ohlin (Suécia) e James E. Meade (Reino Unido)
1976 – Milton Friedman (EUA)
1975 – Leonid Vitaliyevoch Kantorovich (Rússia) e Tjalling C. Koopmans (EUA)
1974 – Gunnar Myrdal (Suécia) e Friedrich August von Hayek (Áustria)
1973 – Wassily Leontief (EUA)
1972 – John R. Hicks (Reino Unido) e Kenneth J. Arrow (EUA)
1971 – Simon Kuznets (EUA)
1970 – Paul A. Samuelson (EUA)
1969 – Ragnar Frisch (Noruega) e Jan Tinbergen (Holanda)

(Via Folhapress)

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Wander Delgado
Wander Delgado
Químico, especialista em meio ambiente e gestão de resíduos, contabilidade industrial e viabilidade técnico econômica.